Veigh Domina o Jogo
Veigh é um nome relativamente recente no cenário, mas sua trajetória já se impõe com maturidade e solidez raras. Seu álbum mais recente, “Eu Venci o Mundo”, ultrapassou a marca de 10 milhões de plays em menos de 24 horas, um feito que confirma a força de sua presença na música brasileira contemporânea. A “EVOM Tour”, por sua vez, percorreu 11 cidades com ingressos esgotados e uma estrutura que elevou o patamar dos shows de rap no Brasil, ao combinar ambição estética e rigor técnico.
Não é difícil compreender os mais de um bilhão de streams que consolidam sua carreira. O artista exerce um magnetismo singular, atraindo admiradores pela potência do talento e pela coerência de sua visão criativa. Essencialmente visual, constrói narrativas estéticas sólidas para cada projeto, com videoclipes cuidadosamente elaborados, que ampliam o universo de suas músicas e conferem ainda mais densidade à sua obra.
Sua arte dialoga com temas como ambição, vulnerabilidade, desejo e pertencimento, construindo um retrato honesto de quem cresce à margem dos centros de poder, sonha alto, não pede permissão e chega lá. Confira a nossa entrevista exclusiva e se apaixone pelo talento e carisma de Thiago Veigh.

FEATURE INTERVIEW:
Você alcançou o sucesso ainda muito jovem. Como foi lidar com a fama no início da carreira e como essa relação evoluiu ao longo do tempo?
Desde novo eu sempre quis ser conhecido, eu me achava muito criativo e talentoso pra algumas coisas, e além disso eu achava meu nome muito artístico. “Thiago Veigh”, eu não podia desperdiçar esse nome. Não vejo a fama como algo difícil de lidar, mas é claro que sinto falta de algumas coisas, como, por exemplo, de “relações reais”. Em relação às pessoas novas que querem entrar na minha vida, tenho muitas dúvidas. Mantenho meu ciclo de amizades um pouco mais fechado e seleto.
Suas letras inspiram milhões de jovens. Quem inspira o Veigh — como artista e como pessoa?
Como pessoa eu me inspiro em Jesus, sobre ter respeito às diversidades, promover a paz e às vezes até amar nossos inimigos… mas nisso eu falho um pouco. Já artisticamente eu sou muito fã do Pharrell Williams, tenho uma tatuagem no pescoço igual a dele, e acho a forma de criação dele muito autêntica e inovadora.

Dentro de todo o processo criativo, qual é a etapa que mais lhe dá prazer e faz você lembrar por que escolheu a música como caminho?
Acredito que, depois de passar horas no estúdio criando, o mais gratificante seja lançar a música e encontrar algum fã me dizendo algo como: “você mudou a minha vida com essa música”. Isso, sem dúvida, é uma das coisas mais loucas e que me faz sentir recarregado.
O álbum “Eu Venci o Mundo” alcançou números expressivos nas plataformas de streaming. Existe uma faixa que tenha um significado especial para você? Por quê?
Meu interlúdio “Perdoa-me por ser um astro” lá eu conto um pouco sobre as dificuldades que a fama trás, e é invisível ao público. O porque? É melhor você ouvir com um beat de fundo do que lendo aqui.

Sua turnê “EVOM Tour” levou ao palco a mesma intensidade presente no conceito do projeto, unindo o rap a uma estética cênica muito forte. De que forma essa integração entre corpo, performance e música redefine a sua presença ao vivo e o que você busca fazer o público sentir ao transformar o palco em um espaço de expressão completa?
Eu sempre fui muito expressivo nos shows, isso é algo que meus fãs sempre notaram, e cada verso que eu canto eu tento traduzir através dos movimentos. Eu não gosto da ideia onde o artista apenas sobe no palco e abre a boca, eu quero realmente performar algo grandioso, somando voz, estética e movimento.

Quais são os seus planos para 2026? Podemos esperar novos projetos, colaborações ou uma nova fase artística?
Tenho muitas ideias pra esse ano, quero tentar inovar algumas coisas e trazer algumas participações que vocês ainda não esperam, como a colaboração entre Roberto Carlos e Jennifer Lopez…

Quando consegue um tempo de folga, o que você gosta de fazer para relaxar e se desconectar da rotina?
Minha forma de diversão é estar no estúdio sem compromisso nenhum de criar, porque às vezes é assim que sai a maioria dos meus sucessos. Ou seja, minha forma de se divertir é estar no meu local de trabalho, mas sem trabalhar com seriedade. Seja fazendo um freestyle, ajudando algum parceiro a criar ou só na resenha com meu bonde.

TEAM CREDITS:
Editor-in-Chief: Prince Chenoa
Feature Editor: Taylor Winter Wilson (@taylorwinter)
Brazil Editor: Leonardo Loreto (@leonardoloreto)
Writer: Gillian Caetano (@gilliancaetano) , (@gcaetanocomunicacao)
Photographer: Filippo Ragone (@filippo_ragone_)
Cover Art Design: Carlos Graciano (@sadpapi666)





